segunda-feira, 25 de julho de 2016

Vassouras, Rio das Flores e Valença

Lugares lindos a se visitar na rota da Serra Fluminense. Vassouras, Rio das Flores e Valença.

Nossa viagem (Janeiro 2016) começou pela BR040, saindo de Petrópolis em direção à Matias Barbosa, acessamos a saída logo após cruzar o estado do Rio de Janeiro para Minas Gerais próximo a Fazenda Santa Helena, este roteiro é lindo apesar de ser um trajeto com pistas bem ruins (melhor se for de 4x4, na ocasião estávamos de Sandero), vale a pena pelo visual e de se desfrutar do contato direto com as lindas fazendas da Era do Café.

Próximo a Fazenda Santa Helena um belo visual as margens do Rio Paraibuna nos brinda, nesta localidade há o Museu Rodoviário do Paraibuna, que se encontrava fechado devido às chuvas de janeiro que encheram de lama e terra o local, pois o Rio havia transbordado há alguns dias.

Estrada de Ferro que cruza o Rio Paraibuna. 

Seguindo em direção à Afonso Arinos vamos beirando o Rio Preto à nossa direita e vislumbrando o lindo visual da estrada praticamente deserta e das belas Fazendas do Café.

A primeira fazenda é a São Fidélis, apesar de parecer abandonada, está em plena atividade, na foto dá pra ver a "Vaca Atolada"...rs.

Chegamos ao belíssimo pórtico de Rio das Flores

Um pouco antes de chegar à Rio das Flores a Fazenda Santa Justa, http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/?p=223, na minha opinião a mais bela da região, nos brinda com seu belo jardim e bom estado de conservação.





Próxima parada para fotos é a belíssima e suntuosa Fazenda do Paraízo, http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/?p=809, Não podemos entrar pois é necessário agendar visita, mas fomos muito bem recebidos pelo propietário que nos agraciou com uma breve explicação da propriedade de de sua importância histórica.



No caminho vale à pena uma parada na antiga estação da Cachoeira do Funil , no lugarejo de Manuel Duarte, e conhecer a loja de Artesanato local e até tomar um cafezinho na lanchonete charmosíssima. 

Era chegada a hora do almoço e procuramos a Fazenda União para uma refeição especial, levando em conta que a Fazenda União é simplesmente fantástica, mas como era dia de semana o restaurante não se encontrava disponível, mas valeu a pena ir até lá conhecer pessoalmente, já havíamos visto o local em outro blog. Vale a pena um fim de semana no local, dá pra se sentir um Barão do Café, o mobiliário e a decoração é todo de época.
 Então nos dirigimos até o centro de Rio das Flores onde não há muitas opções de restaurante, tentamos também na Fazenda Santo Inácio que tem uma comidinha caseira especial mas também estava fechado, e acabamos parando em um Restaurante à quilo bem simples que atendeu a nossa fome e só.
Seguimos em direção de Valença pela RJ-145/RJ-143 (sinuosa e perigosa) passando por Taboas com a intenção de marcarmos pouso em Conservatória, cidade da Seresta, local simples e aprazível, porém sem estrutura para aventureiros de última hora, ou seja, não havia pousadas abertas durante a semana, a maior parte só abre para fins de semana, as poucas que achamos eram muito fracas de acomodações. Após esta breve visita a Valença/Conservatória descemos a RJ-137 em direção de Vassouras via Barra do Piraí, valeu a pena pois o distrito de Ipiabas (Barra do Piraí) é bem interessante.

O cansaço já tomava conta de nós e doidos por um pouso confortável nos dirigimos à Vassouras bela BR-393 (excelente estrada) e nos surpreendemos com o Hotel Santa Amália, fica bem na entrada da cidade e também bem próximo do Centro Histórico, deu pra fazer uma breve visita ao mesmo onde a breve surpresa de encontrar uma filial da Pizzaria Liberatta de nossa cidade, que assim como a matriz ofereceu-nos um excelente atendimento e uma deliciosa Pizza à lenha num ambiente agradável e bem decorado com paredes de lenha. 

Acomodações bem limpas e grandes, áreas comuns bem cuidadas e com estrutura para receber grandes eventos. A recepção fica por conta de uma equipe de primeira linha.
O Hotel Santa Amália funciona na antiga sede do Convento Sacre Couer de Marie.

O marco do Hotel Santa Amália é a decoração primorosa que nos  faz sentir como em uma Fazenda do Café.

Pratos e Xícaras pintados à mão ornamentam o Hall principal.

As acomodações são grandes e confortáveis, sem luxo excessivo. Conseguimos o nosso objetivo, um pouso agradável, a vista do varandão é um convite ao papo agradável.

O café da manhã é servido com mimos como bolinhos caseiros e ovos mexidos servidos à mesa, sempre com o carinho especial do corpo de funcionários.

Detalhes decorativos são vistos por todo o local.

O canto dos pássaros é outro presente do local.

Na entrada do Hotel uma pequena exposição da coleção de carros antigos.

Seguimos então para conhecer o Centro Histórico de Vassouras:


A Praça Barão de Campo Belo é agradabilíssima, moradores e turistas aproveitam o local de onde se pode ter um belo visual no seu alto, próximo à Igreja Matriz.

Esta belíssima construção de 1828 nos brinda com sua suntuosidade e glamour.

Em seu entorno casarios da época são uma verdadeira viagem no tempo.

Detalhes não passam desapercebido.

O Sol se confunde com a paisagem barroca.

Antiga Estação Ferroviária

Fundos da Igreja Matriz


Hora de visitar a Casa da Hera, belíssimo local que vale à pena não só pela sua beleza mas principalmente pelo seu valor histórico. O Museu da Casa da Hera estava fechado pelo IPHan para reformas, mas uma breve aula contada com o auxílio de fotos expostas no jardim pelas funcionárias do IPHan já nos abasteceu com bastante informação sobre a Dona Eufrásia Teixeira Leite, uma mulher a frente de seu tempo. https://casadahera.wordpress.com/



Como não pudemos conhecer o interior da Casa da Hera e seu acervo fomos apreciar a beleza de seus jardins com uma caminhada em meio a árvores de grande envergadura e pássaros exóticos com seus cantos e encantos.




No fim do jardim da Casa da Hera tivemos a agradável surpresa de conhecer o jardineiro local que nos encheu de história, contou-nos a belíssima passagem de Manuel Congo e sua companheira Maria Crioula, ele que era no Congo seu país de origem um nobre em sua tribo e não se deixou escravizar, comandou a maior fuga de escravos da história da Fazenda Arcozelo (isso é outra viagem, rs.) e foi capturado e morto na localidade de Vassouras. https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Congo


Um mimo da natureza criou no local, onde há o tributo singelo ao bravo casal, Manuel Congo e Maria Crioula, uma Catedral com Bambus que ao se unirem formam uma belíssima abóbada.



O nosso amigo "jardineiro-historiador" após tantos anos de trabalho no local se interessou pelo assunto e nos contou que com muita dificuldade concluiu os estudos para poder então se formar Guia Turístico e então Professor de História, uma lição de vida e de amor à profissão. Ele nos mostrou um pouco de sua horta e o suntuoso Pau D,alho, uma enorme árvore que rasga os céus e as cascas de seu tronco tem forte odor idêntico ao de alho, curioso pois o cheiro me vem à mente só de relembrar do local.


Em sequência há o Túnel de Bambus, como o nome diz um túnel feito com bambus que leva a uma fonte no final com promessa de selar amores e romances aos que até lá caminham, não pudemos deixar de ir lá, né? Rs.





Fomos então visitar a Casa de Memórias Severino Sombra e conhecer um pouco de sua vida voltada para a cultura, o local é recheado de história, apesar de não possuir uma estrutura digna do mesmo, vale a pena visitar e contribuir para a conservação do local.

No Centro Histórico também há um singelo cantinho em homenagem à Manuel Congo próximo a uma pedreira, muito difícil de achar, não havia placas claras explicando o caminho exato, o GPS nos manda a outro canto da cidade, mas depois de muito perguntar conseguimos achar.

Hora de voltar para casa, optamos por voltar pela BR-393 até Três Rios e pegar a BR-040. A estrada realmente está muito boa até a intercessão com a BR-040, no caminho entramos em Paraíba do Sul na expectativa de um local para almoço, porém não nos agradamos com nada no local, saímos e acabamos almoçando em uma parada de ônibus na entrada de Paraíba do Sul, refeição à quilo de baixa qualidade, fiquei devendo esta !!!

Saímos dali, já doidos para chegar em casa. O passeio de apenas 2 dias, valeu a pena pelas paisagens, pelas Fazendas do Café e pelas aulas de história. Ficou devendo uma visita guiada à Fazenda do Paraízo, um fim de semana na Fazenda União e entender como funciona Conservatória (acho que só fim de semana também).













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